Vibra amplia base em Belém com foco no mercado de combustível do centro-norte


© Reuters. Frentista abastece carro em posto de combustível no Rio de Janeiro
30/04/2008
REUTERS/Sergio Moraes

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Vibra concluiu a ampliação de sua base do Porto de Belém, no Pará, com aumento de quase 60% de sua capacidade estática para 76 mil metros cúbicos, após investimentos de cerca de 90 milhões de reais, em um passo visando maior eficiência e redução de custos para atender a região centro-norte do país.

Ao todo foram construídos sete novos tanques para armazenagem de gasolina, anidro e hidratado, óleo combustível, diesel, biodiesel e querosene de aviação, disse o vice-presidente executivo de Operações, Logística e Sourcing da Vibra, Marcelo Bragança, à Reuters.

“A entrega da nova base de Belém reforça a nossa atuação no ‘core business’ da empresa, com a expansão da nossa rede logística”, afirmou o executivo, pontuando que o empreendimento é um ativo importante para a Vibra e para a segurança no abastecimento de combustíveis de toda a macrorregião do Pará.

Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra iniciou a operação da nova base na véspera, permitindo que a empresa receba lotes maiores de produtos, principalmente gasolina e diesel, por cabotagem e por navios de importados, destacou o executivo.

Com o investimento, a empresa poderá aumentar ainda o fluxo de biocombustíveis, especialmente etanol, e demais derivados por modais de larga escala, trocando logística rodoviária por cabotagem, reduzindo “drasticamente” custos e potencializando os ganhos ambientais.

“Com crescimento do etanol de ali no Mato Grosso, a gente está consolidando uma rota de escoamento de etanol pelo Arco Norte, no qual a gente leva esse etanol rodoviário até Miritituba, ou Santarém, e a partir dali transporta para Belém por barcaças”, disse Bragança.

“Em Belém, obviamente, tem um hub ali tanto para atender a região metropolitana de Belém, que é a principal cidade do Pará, como eventualmente a gente carrega navios para fazer cabotagem para o Nordeste.”

O aumento da tancagem permitirá, ainda, a entrada no mercado de diesel marítimo, com tanques específicos para esse produto, disse o executivo. Por consequência, atenderá as milhares de embarcações que transitam pelas bacias da região.

A Vibra já operava Porto de Belém e, em 2019, após o processo de arrendamento do leilão BEL08, válido por 20 anos, iniciou a ampliação da área. As atividades projetadas para o arrendamento envolvem movimentação e armazenagem de granéis líquidos combustíveis.

ATENDIMENTO DO AGRONEGÓCIO

Bragança destacou que o investimento em Belém faz parte de um plano maior que a empresa vem executando nos últimos anos de reforço da infraestrutura e de sua posição de liderança, olhando os mercados que têm um crescimento maior, notadamente os que estão “no caminho do agro”.

A base da Vibra do Porto de Belém terá íntima ligação com outra base em Santarém, que está em construção e tem previsão de entrega para meados do ano. Ambos os ativos fecham um ciclo de infraestrutura e se interconectam com a cadeia logística existente no chamado “Arco Logístico Norte” do transporte de grãos, atendendo, conjuntamente o crescimento da demanda por diesel do setor agrícola das regiões Norte e Centro-Oeste, impulsionada pela maior produção agrícola.

As vendas de diesel pelas distribuidoras bateram em 2023 o terceiro recorde consecutivo, com impulso de boas safras agrícolas e melhora em indicadores econômicos. Bragança afirmou que a empresa acredita que a demanda pelo combustível mais comercializado do país permanecerá crescente.

“Santarém, além de atender a própria região ali do Sul do Pará, também tem uma vocação de descer com o diesel para o Norte do Mato Grosso, exatamente capturando atendimento dessa região Agro”, afirmou.

Além da ampliação de investimentos na região Norte, principalmente em Belém, Santarém e Miritituba, a Vibra também tem como foco terminais no Nordeste, fortalecendo presença em suas bases de Suape, Cabedelo e Maceió, assim como no Centro-Oeste, com aportes em Cuiabá, Dourados e Campo Grande, também de olho na expansão do agronegócio.

 

(Por Marta Nogueira)



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