Transportadora de gás NTS prepara emissão de R$ 8 bilhões em debêntures


© Reuters. Transportadora de gás NTS prepara emissão de R$ 8 bilhões em debêntures

A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) pretende captar nas próximas semanas R$ 8 bilhões por meio de uma emissão de debêntures voltada a investidores institucionais. A oferta da NTS será feita em três séries e com vencimento final em dez anos. O montante supera os R $ 7 bilhões captados pela Eletrobras (BVMF:) no ano passado, na maior captação já realizada no mercado de renda fixa do Brasil.

Os recursos captados serão aplicados em um fundo exclusivo, que adquirirá R$ 8,6 bilhões em notas a serem emitidas pelos acionistas da NTS – os principais acionistas da empresa hoje são um fundo Nova Infraestrutura Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, gerido pela Brookfield Asset Management (TSX:), que detém 91,5% das ações, e a Itaúsa (BVMF:), com 8,5%. A transação estruturada prevê o uso do fluxo de dividendos aos acionistas como a principal fonte de pagamento da emissão.

A Fitch Ratings atribuiu nesta semana o Rating Nacional de Longo Prazo AAA(bra) à proposta de sexta emissão. A agência de avaliação de risco classifica a NTS com o Rating Nacional de Longo Prazo AAA(bra), com perspectiva estável. A instituição afirma que o rating reflete o modelo de negócios da companhia, considerado “sólido”, tendo em vista a característica monopolista, e os contratos de longo prazo sem risco volumétrico e com uma estrutura de garantias, que proporcionam proteção das receitas e margens elevadas.

“A Fitch considera que as debêntures propostas fazem parte de uma estrutura para a antecipação de recursos aos acionistas, que implica em compromissos financeiros adicionais à NTS e aumento gerenciável de sua alavancagem financeira. Ainda assim, o perfil financeiro da NTS continuará forte e compatível com a atual classificação”, disse.

A agência também comentou que a emissão de debêntures proposta elevará a alavancagem financeira da NTS para até 3,0 vezes até 2028, com tendência de declínio a partir de 2029, quando se iniciam as amortizações do principal da operação. No cenário-base de rating anterior, a relação dívida líquida/Ebitda permanecia abaixo de 2,0 vezes.



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