Fatia do Brasil na oferta global de petróleo irá a 4% em 2030, diz IEA


© Reuters. Plataforma da Petrobras no Espírito Santo
REUTERS/Ricardo Moraes

Por Marta Nogueira

(Reuters) – O Brasil elevará sua participação no suprimento global de a 4% em 2030, ante 3% atualmente, e permanecerá em torno desse nível na década de 2040, afirmou nesta quarta-feira o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol.

Para o cálculo, Birol considera que o país atingirá produção de petróleo de cerca de 4,5 milhões de barris por dia (bpd) ao fim desta década e início da próxima.

A produção média de petróleo do Brasil em novembro bateu recorde de 3,678 milhões de bpd, com o desenvolvimento de importantes áreas do pré-sal, apontaram os dados mais recentes da reguladora ANP em dezembro. A expectativa no Brasil é que a produção doméstica continuará crescendo ao longo desta década com o pré-sal.

“O mundo deveria estar grato ao Brasil por ser um fornecedor confiável”, disse Birol, ao responder pergunta da Reuters durante coletiva de imprensa em Brasília, após a assinatura do Plano de Trabalho Conjunto com o Brasil para a Aceleração da Transição Energética.

“Sabemos que a procura global de petróleo irá em algum momento no futuro atingir o pico e diminuir, mas a procura de petróleo não desaparecerá da noite para o dia.”

Durante o evento de assinatura do acordo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a matriz energética brasileira já é fortemente renovável, e que o Brasil busca papel de protagonismo na transição energética global.

“Com o esforço do nosso povo e das riquezas naturais do nosso país, já somos exemplo de como uma matriz energética diversificada, plural, limpa e renovável pode ser construída com sucesso”, afirmou.

O governo federal e a indústria de petróleo brasileira têm destacado que grande parte da produção de petróleo do país ocorre em alto mar, com baixos custos e baixas emissões e que por isso o Brasil se credencia para permanecer como um importante supridor por mais tempo que outros players no mundo, durante o processo de transição energética.

(Por Marta Nogueira, no Rio de Janeiro)



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