Dólar tem pouca alteração após salto recente com foco em autoridades de BCs


© Reuters. Notas de dólar em foto de ilustração
07/11/2016 REUTERS/Dado Ruvic

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O operava com pouca alteração nesta quarta-feira, em linha com a perda de fôlego da moeda no exterior nas últimas sessões, depois de um recente salto provocado pela redução do otimismo sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, enquanto investidores aguardavam falas de dirigentes dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos.

Às 9:48 (horário de Brasília), o dólar à vista operava estável, a 4,9630 reais na venda.

Na B3 (BVMF:), às 9:48 (horário de Brasília), o contrato de de primeiro vencimento caía 0,05%, a 4,9710 reais.

“Os investidores hoje operam em compasso de espera, aguardando discursos, comentários e falas de autoridades do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve”, disse Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

“Investidores estão buscando maiores sinalizações e pistas sobre a condução da política monetária nesses países, tentando ajustar as suas posições, recalibrar suas expectativas sobre a trajetória dos juros em 2024, para tentar adivinhar um pouco melhor o que vai acontecer.”

Esta sessão trará comentários da presidente do Fed de Boston, Susan Collins, do presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, e da diretora Michelle Bowman.

Os comentários virão depois que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell disse no domingo que o banco central dos EUA deve ser “prudente” ao decidir quando reduzir sua taxa básica de juros.

Os comentários de Powell, somados a um relatório de empregos surpreendentemente forte da semana passada, reduziram as probabilidades implícitas em contratos de juros futuros dos EUA de um corte de taxa pelo Fed em março para apenas 20%. Esse cenário era visto como praticamente garantido no final do ano passado.

A reversão do otimismo, por sua vez, impulsionou o dólar globalmente no início desta semana, e, no Brasil, a moeda chegou a operar confortavelmente acima de 5 reais nos picos intradiários.

Enquanto isso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fará nesta quarta-feira palestra no evento Blue Connections, promovido pelo Meio & Mensagem.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual pela quinta vez seguida, e afirmou na ata dessa reunião que a incerteza internacional prescreve cautela à política monetária.

Atualmente em 11,25%, a Selic segue em patamar bem restritivo que mantém o real atraente para uso em estratégias de “carry trade”, que consistem na tomada de empréstimos em país de juros baixos e investimento desse dinheiro em mercados de rendimentos mais altos, lucrando com o diferencial de taxas.

O dólar à vista fechou a terça-feira cotado a 4,9630 reais na venda, em baixa de 0,38%.



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