Ações da Multiplan (MULT3) recuam após balaço trimestral


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Investing.com – O mercado reagiu mal ao balanço da Multiplan (BVMF:) Empreendimentos Imobiliários, uma das maiores empresas de shopping centers do Brasil, com queda nas ações em torno de 3,63% às 16h30 (de Brasília) desta sexta-feira, 09, cotadas a R$26,26. Apesar de analistas ponderarem sobre a robustez dos dados, alguns indicadores não bateram as expectativas.

“Acreditamos que o impacto dos resultados da demonstração de resultados do 4T23 no preço das ações pode ser atenuado, uma vez que as receitas de aluguel e o FFO ficaram em linha com o estimado, enquanto a receita líquida e o Ebitda recorrente ficaram ligeiramente, mas não significativamente abaixo”, pontua o Goldman Sachs (NYSE:), em relatório divulgado aos clientes e ao mercado.

“Embora alguns possam argumentar que o crescimento do aluguel de +4,6% (contra 14,7% no 4T22 e +7,0% no 3T23) é decepcionante, argumentaríamos que seria esperado dado o impacto da desaceleração do , que deve se esgotar ao longo de 2024”, completa o Goldman, que segue com recomendação de compra e preço-alvo de R$32.

O Ebitda também veio abaixo do esperado pelo Santander (BVMF:), diante de despesas com imóveis acima do previsto e despesas gerais e administrativas superiores. “Ressaltamos que não esperamos que este nível de despesas de marketing e bônus se perpetue em 2024”, pondera o Santander, que possui indicação de outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$36.

O BB Investimentos destaca a diminuição da margem Ebitda em 2,6 p.p. na comparação anual em meio às maiores despesas. “A elevação dessas despesas superior às nossas projeções também levou a margem Ebitda a frustrar nossas estimativas em 7,6 p.p. no trimestre”, conclui o banco, que também recomenda compra, com preço-alvo para o final de 2024 em R$30,80.

A Ativa Investimentos avalia o recuo de hoje como exagerado. “Acreditamos que o mercado esteja pressionando as ações visto que algumas linhas ficaram abaixo de esperado, como o Ebitda, que foi impactado por despesas SG&A mais fortes. No entanto, em nossa visão, a empresa segue sólida e trazendo números positivos a cada trimestre”, afirma em nota ao mercado. “Em um primeiro olhar, os resultados positivos podem não saltar aos olhos, porém, destacamos aqui o ritmo de vendas, crescimento de aluguéis, taxa de ocupação, fluxo e o forte lucro líquido reportado no trimestre”, reforça.

 



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